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Segundo Encontro Regional da Rede Saúva Jataí aproxima iniciativas de Paraty (RJ)

Desde que começou a promover encontros presenciais, a rede Saúva Jataí tem por objetivo aproximar suas iniciativas e intensificar as trocas entre elas. Em 2026, esse objetivo ganhou novo formato. No lugar do Encontro Presencial anual, no Rio de Janeiro, que reunia iniciativas de diferentes regiões brasileiras, a Saúva estimulou encontros nos próprios territórios onde se concentram mais projetos.

Nos anos anteriores, o Encontro Presencial anual durava dois dias e reunia boas trocas: oficinas dinâmicas, apresentações de trabalhos, rodas de conversa e debates. Mas essa estrutura não dava conta de aprofundar as relações de quem, no cotidiano, já divide o mesmo território. Foi também a pedido da própria rede que a Saúva pensou em mudar o formato: que os encontros passassem a acontecer dentro da rotina das iniciativas, permitindo aos participantes conhecer melhor suas sedes e seu modo de funcionar. Em Paraty, essa necessidade apareceu logo nas primeiras rodas de conversa, quando participantes relataram estar próximas geograficamente, mas se visitarem pouco.

Realizado entre os dias 22 e 26 de agosto, o Encontro Regional de Paraty foi o segundo encontro regional da Saúva Jataí em 2026: o primeiro havia ocorrido em Minas Gerais, no fim de maio. Em Paraty, boa parte da programação foi conduzida pelos projetos Mutirão Agroflorestal e Arte na Terra, de São Joaquim da Barra (SP), que visitaram todas as diferentes iniciativas que compõem a rede Saúva Jataí e atuam na cidade, e estimularam as trocas entre elas.

Programação completa

Sábado, 22/08

  • 9h às 11h — Café Solidário e Feira da Rede Alegrias, na Praia do Jabaquara
  • 14h às 18h — Oficina Arte na Terra, no Instituto Brincarte (Vila Princesa Isabel)

Domingo, 23/08

  • 8h às 14h — Mutirão agroflorestal na nova sede da Escola Waldorf Quintal Mágico

Segunda-feira, 24/08

  • 10h às 12h — Educação Ambiental com o Arte na Terra, na Escola Cirandas
  • 13h30 — Compostagem no Horto Municipal, com o Jardim do Beija Flor e a Rede Alegrias
  • 18h — Fórum de Agroecologia, na Escola Cirandas: Educação Ambiental e Agroflorestal com Denise Amador (Potô), Rodrigo Junqueira e Elen Romo (Palmirinha) / Mutirão Agroflorestal e Arte na Terra, seguido de partilha da experiência do encontro, troca de sementes e lanche coletivo

Terça-feira, 25/08

  • 13h às 16h — Atividade de Educação Ambiental na Escola Municipal de Paraty Mirim, com as equipes do Jardim do Beija Flor e do Arte na Terra

Os destaques de cada dia

O primeiro dia começou com o Café Solidário e a Feira da Rede Alegrias, ação que já acontece mensalmente na Praia do Jabaquara. Produtores locais apresentaram tecidos, alimentos e artesanato. Uma apresentação circense encantou as crianças durante o café da manhã coletivo. À tarde, no Instituto Brincarte, o grupo participou de dinâmicas voltadas à educação ambiental.

No domingo, cerca de 30 pessoas, entre pais, familiares e a comunidade escolar, se reuniram na nova sede da Escola Waldorf Quintal Mágico para um mutirão agroflorestal. O terreno, amplo, começa a ampliar sua horta e o plantio de árvores frutíferas que compõem a alimentação da escola. O dia terminou com um almoço preparado com a mandioca plantada e colhida ali mesmo, ao lado de folhas colhidas na hora.

Na segunda-feira, a manhã foi dedicada à Escola Cirandas, onde o grupo conheceu o trabalho dos “agrofloresteiros mirins”: alunos da turma de agrofloresta que cuidam de uma pequena horta e de uma minhocultura na própria escola. À tarde, mesmo sob chuva, a visita seguiu para o Horto Municipal, onde o Jardim do Beija Flor e a Rede Alegrias compostam resíduos vindos de escolas e cozinhas locais, um processo que já rende bons resultados para a cidade. À noite, o Fórum de Agroecologia reuniu a rede na própria Escola Cirandas para debater caminhos de fortalecimento das iniciativas agroflorestais em Paraty, com destaque para a necessidade de maior mobilização local.

Na terça-feira, encerrando a programação, equipes do Jardim do Beija Flor e do Arte na Terra levaram uma atividade de educação ambiental para a Escola Municipal de Paraty Mirim, repetindo o formato já testado na Escola Cirandas.

O encontro foi avaliado como muito positivo pelos envolvidos: a percepção compartilhada é a de que as iniciativas saem fortalecidas, não apenas pelo conteúdo trocado, mas pela proximidade construída entre projetos que, mesmo dividindo o mesmo território, nem sempre tinham a chance de se encontrar.

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