Matéria publicada em 3 de outubro de 2022.
Um dos galpões da Fundição Progresso é a casa criativa de cinquenta artistas do funk carioca que desenvolvem novas habilidades e aprendem sobre a indústria musical, além de exercitar o lado criativo construindo novas composições, gravando e criando novos beats. O segundo ciclo do #estudeofunk já está movimentando a cena do funk desde segunda, dia 03/10, com festa e terça, dia 04/10, com o início das aulas e oficinas. Esta etapa encerra o programa de aceleração no dia 09 de dezembro.
O projeto, que é idealizado pela Fundição Progresso e Viva Brasil com o patrocínio de Beats, Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e da Prefeitura do Rio, Secretaria Especial de Integração Metropolitana através do Programa Integra Rio, abriu inscrições para a primeira turma do edital em abril de 2022, recebendo o material de mais de 200 candidatos entre MCs, DJs, beatmakers, dançarinos e produtores. Os artistas participam do programa gratuitamente.

No primeiro primeiro ciclo o #estudeofunk selecionou 80 artistas para uma audição presencial na sede do projeto, a Fundição Progresso. Taisa Machado (AfroFunk), Cristina Nogueira (Fundição Progresso), Rafael Gomes (Agência Califórnia), Henrique da VK (DJ), André Izidro (Atabaque), o produtor musical JX e Maurício Sacramento, da Batekoo, foram os responsáveis pela peneira que escolheu 50 talentos que formaram o Ciclo I de Vivência e Aceleração Artística do projeto.

Neste segundo ciclo, mais cinquenta artistas têm aulas que vão da criação musical à estratégias para ganhar o mercado e tudo isso dentro de um projeto artístico com mulheres na liderança. “As mulheres estão em evidência na cena do funk, mas na verdade elas sempre estiveram lá. É só ver a Mãe Loura, que produzia bailes e programas de TV e rádio, e artistas como Cacau, a Tati Quebra Barraco e a Deize Tigrona”, citou Taisa Machado, professora e diretora artística do projeto.
A partir de agora, um novo mundo de oportunidades está se abrindo para que os selecionados possam se desenvolver artisticamente. O #estudeofunk vai promover uma imersão no mercado musical com ações presenciais com artistas e profissionais protagonistas na cena atual do funk carioca.
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#estudeofunk é um programa de aceleração artística voltado para o desenvolvimento de talentos do Funk carioca, na era digital. Foi idealizado para jovens MCs, DJs, dançarinos e produtores do Rio de Janeiro, já atuantes ou não no cenário musical, que queiram gravar músicas e videoclipes, desenvolver habilidades criativas e expressão corporal, e se conectar com processos da indústria musical.
Um galpão de 700 m², na Fundição, foi preparado e conta com um estúdio de gravação musical, espaço multiuso para gravação audiovisual, ensaios fotográficos, sala de dança, espaço para cursos, oficinas, workshops e performances, além de equipamentos e suporte técnico para as atividades de criação.
“A Fundição é um dos principais palcos de apresentação do país, mas é também uma escola, um espaço de pesquisa e estudo das expressões artísticas. Agora, com o #estudeofunk, passa a ter uma espécie de laboratório criativo para a cena, utilizando o seu potencial de realização, de desenvolver projetos socioculturais e impulsionando a indústria do showbiz. Sabemos que o movimento funk tem expressão própria, mas nem todo mundo que vive essa cultura tem acesso e recursos de produção, educação e a chance de se conectar profissionalmente com a indústria, o #estudeofunk vai poder proporcionar tudo isso”, explica Cris Nogueira, Gerente de Comunicação e Marketing da Fundição.