Matéria publicada dia 22 de Junho de 2026.
Nos dias 15 e 16 de junho, a Jataí esteve no Oeiras Bluetech Ocean Forum 2026, realizado no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em Oeiras, dentro da programação dos Global Oeiras Ocean Days 2026.
No painel de investimento, Leandro Almeida, fundador e CEO da Jataí, dividiu a mesa com Luís Guimarães, do Banco Português de Fomento, e Claus Schultze, da Comissão Europeia, para discutir como finanças públicas e instrumentos europeus podem ajudar a escalar projetos de economia azul.
O resultado, segundo Leandro, foi imediato:
“Quando apresentamos os projetos que estamos desenvolvendo no Brasil, como o cultivo de algas, aquicultura, produção de fertilizantes, tecnologia marinha, as blue techs, o interesse foi tão grande que o IFC e o banco de fomento de Portugal pediram uma reunião específica para falar sobre o fundo e sobre as linhas que eles têm para apoiar projetos no Brasil, e também projetos que o Brasil poderia exportar para Portugal, e vice-versa.”
O fórum reuniu poder público, ciência e investidores em torno da proposta: tirar a economia azul do campo do potencial e tratá-la como agenda de execução e de investimento prioritário. Foi esse o tom dado na abertura do evento por Carlos Costa Pina, presidente do Fórum Oceano, José Guerreiro, presidente do IPMA, e Pedro Patacho, vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras, reforçado por mensagem institucional do Presidente da República Portuguesa, António José Seguro.
Gonçalo Faria, à frente da rede Hub Azul Portugal, foi na mesma direção: defendeu uma infraestrutura nacional pensada para conectar conhecimento, capacidade de testagem, empresas e investimento.
Já nas sessões de DemoDay, Manuel Melo e Alice Dellavalle deram corpo a essa ideia: projetos que saem da fase de ideação e chegam ao mercado já prontos para operar.

Esse resultado não nasceu em Oeiras. Sete meses antes, em novembro de 2025, no Porto, Leandro já havia subido a um palco português, no Matosinhos Business2Sea, no painel “Portugal-Brasil: Uma Ponte Azul para a Economia do Futuro”, para apresentar, pela primeira vez, o início do projeto do fundo de investimento em economia azul da Jataí: o primeiro do Brasil. Era, então, uma apresentação de interesses, o Brasil mostrando a Portugal que tinha algo a oferecer.
Em Oeiras, esse interesse virou conversa de negócio: “Esse evento foi uma continuidade daquele que aconteceu no Porto, em novembro, quando apresentei o nosso projeto Fundo de Economia Azul mais avançado. Da primeira vez, conversamos com quem se interessa pelo tema. Agora, o Fórum Oceano evoluiu a conversa: trouxe também as instituições que fomentam esse tema”, conta Leandro.
A explicação para o convite ao Brasil, segundo ele, está em algo simples: “O Brasil foi convidado porque é a única plataforma que está conversando com Portugal sobre os projetos da economia azul.”
Não por acaso, a sessão de encerramento do fórum fechou os dois dias com um diagnóstico: a economia azul portuguesa precisa de mais projetos investíveis, de melhor inteligência de mercado, de ciência e indústria mais próximas. É exatamente essa lacuna que a Jataí tem ocupado no Brasil: comprometida com investimentos regenerativos e com a construção de pontes para o fortalecimento da economia azul.
Texto de Samir Caetano.