Matéria publicada em 8 de dezembro de 2022.
As atividades práticas têm um papel importante no processo de ensino-aprendizagem desenvolvido pela Escola Comunitária Cirandas (Paraty/RJ), conta Jussara Andrade, diretora da escola. Por isso, a Cirandas promoveu várias atividades ao longo do ano nos chamados sábados letivos. Em novembro, no dia 19, foi a vez dos alunos que estão finalizando o projeto “Paraty, que mar é esse?”, familiares e equipe pedagógica da escola conhecerem o Saco do Mamanguá, em Paraty-Mirim (Paraty): uma área de preservação ambiental com a presença de algumas casas de Caiçaras e de veranistas construídas antes da criação da reserva. A população local vive da pesca, turismo e artesanato em madeira, como miniaturas de canoas, barcos de pesca, tartarugas…

A primeira parada do passeio educativo foi na fazenda de aquicultura na Ilha do Algodão, para conhecer o cultivo algas e as várias formas de uso delas. Quem guiou a conversa foram os especialistas do cultivo na região, professor Maurício Roque (www.instagram.com/tscm_ufrj) e o produtor Gláucio Cabral (www.algicultura.com). Os estudantes tiveram a oportunidade de ver de perto seres do fundo do mar, com orientação da bióloga Fabiana Chaves, que mostrou e explicou o papel de diversos seres marinhos. Todos ficaram curiosos e encantados com tanta biodiversidade e beleza, conta Jussara.

Em seguida, o grupo conheceu um pouco da cultura Caiçara local, através um almoço especial no restaurante da Roseli, que fica na praia do Cruzeiro. Depois, participaram do festejo Caiçara na Praia Grande, onde aprofundaram o contato com moradores, celebrantes e tradições da festa.
Participação familiar
Tanto neste passeio quanto em outras atividades da Escola Cirandas, a presença e participação das famílias é essencial. Ao acompanhar de perto a dinâmica escolar, como nestas atividades, sábados letivos, feiras, reformas e construções, famílias e estudantes têm oportunidade de realizar juntos o processo de construção do conhecimento, explica Jussara. Isso torna os processos de aprendizagem mais ricos, socialmente responsáveis e participativos: os alunos veem e sentem, na prática, a participação comunitária ativa, acrescenta Andrade.

Essa vivência foi idealizada e organizada pela tutora Angélica Muriel, com o apoio das especialistas de Ciências Biológicas, professora Maria Carolina e professora Suelen de Artes, como culminância do projeto da turma.
Paraty, que mar é esse?
Ao longo do semestre os estudantes tiveram acesso à materiais didáticos e informações sobre os temas, assuntos e curiosidades levantadas por eles mesmos, dentro do tema do projeto “Paraty, que mar é esse?”. Dentro de todas as oportunidades que eles e elas tiveram de aprendizagem, ir a campo para vivenciar e pesquisar, favorece o desenvolvimento do senso crítico e hipotético, tornando o aprendizado mais dinâmico e rico. Incentivá-los à pesquisa, faz parte do desenvolvimento da autonomia, tornando-os autores de aprendizagens, com toda a atenção e cuidado para que, em cada um, brote a semente de aprender a aprender.
Assista ao clipe do passeio produzido pela equipe da Escola Cirandas: